Pensei em escrever sobre mil coisas. Até sobre escrever. O processo de criação, as influências socioeconômicas, a subjetividade do autor... E ia criar mais um post como tantos outros por aí. Poderia escrever sobre um tema qualquer. Seria bacana, minha opinião sobre alguma coisa, logo assim, de cara. Mas são tantos temas! Escrever sobre a vida, paixões, amigos. Conflitos. Exaltar uns, criticar outros. Posturas... A quem interessaria? Serei polêmica! Ah, quanta bobagem... Percebi que só queria escrever. Só isso.
Escrever um texto como alguém por aí. Mais algumas palavras mal acomodadas num espaço disputado por tantas outras que procuram um lugar, um amigo, um seguidor. Ou alguém que somente passe os olhos por elas. Palavras clichês, vazias, mortas. Certa vez, li um poema sobre lavar palavras sujas. Tantas palavras usadas inconsequentemente. Mas por vezes, com algum sentimento que lembre esperança, de que ainda há uma led no fim do túnel. Só precisamos de umas poucas bem colocadas lado a lado, numa sequência de sons que as tornem corajosas e fortes.
Escrever, se fazer entender ou somente tentar organizar as palavras como um rebanho requer coragem. Essa que não tive por muito tempo e que ainda me falta em algumas horas. As pobres tentam sair, sem muito sucesso. Essas, engulo seco. Mas acredito no led no fim do túnel. As coisas melhorarão. E vou aprendendo. Estou organizando algumas palavras e as colocarei por aqui. Quem sabe, assim, possa lavar algumas, tirar o pó de outras e guardar algumas no fundo da gaveta e usar quando eu realmente precisar.
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